Entre as pragas urbanas, as de roedores ocupam sem dúvida um lugar de destaque.

Estes animais podem ser vistos em quase todos os continentes, exceto na Antárctida. Os roedores são o maior grupo de mamíferos na terra e os mais importantes competidores do Homem relativamente a alimentos e outros bens.

Em Portugal existem três das espécies consideradas mais importantes: rato doméstico (Mus musculus), ratazana (Rattus novergicus) e rato preto ou do telhado (Rattus rattus).

Os roedores transportam múltiplas doenças, podendo haver diversas consequências na saúde humana e/ou animal (indústrias agropecuárias). Esta praga pode surgir nos mais variados locais tais como: habitações particulares, supermercados, restaurantes, armazéns de produtos alimentares, indústrias alimentares, esgotos, escolas, hospitais, etc.  Ao encontrarem as condições ideais (disponibilidade de alimentos e água, refúgio e ausência de predadores e competidores), estes animais reproduzem-se exponencialmente.

Os roedores podem entrar por janelas e portas abertas e/ou partidas, canalizações, ventiladores e caleiras. Também podem ser transportados em mercadorias, pelo que se recomenda a inspeção das mesmas aquando da sua receção.

Por terem pouca acuidade visual, os roedores dependerem do sentido de olfato e audição para identificar as fontes de alimento e evitar predadores.

Os ratos podem facilmente contaminar superfícies, dispersando bactérias, vírus e parasitas através das fezes, urina e saliva. São transmissores de várias doenças, sendo a mais conhecida a Leptospirose que é causada pela bactéria Leptospira presente na urina do rato.

Devido ao crescimento constante dos seus dentes necessitam de os afiar várias vezes, pelo que uma praga de ratos pode danificar fios elétricos, o que implica graves riscos de incêndio  e/ou danos em equipamentos elétricos.