PROCEDIMENTOS COMPLEMENTARES DE DESINFESTAÇÃO INSETOS RASTEJANTES E VOADORES
As atuações programadas de intervenção contra insetos rastejantes e voadores, nomeadamente as baratas, lepismas, traças, formigas e pulgas, entre outros, prevê alguns condicionalismos de higiene e desinfestação.
Deverão assim ser implementadas algumas medidas complementares de atuação no combate daquelas pragas:
- Não permitir a existência de buracos, fendas e ranhuras, tanto do exterior como para o interior das instalações. A manutenção das estruturas das instalações contribui para complementar a eficácia da atuação das intervenções técnicas de desinfestação e dificultar a entrada de pragas em áreas de laboração.
- Chãos em estado degradado, tetos em más condições e portas e janelas por reparar, ou com vidros partidos, devem ser alvo de reparação prioritária.
- Todos os seres vivos necessitam de água potável para a sua sobrevivência. Não se deve esquecer a reparação de fendas e ranhuras que estejam perto de tubagem de canalização ou de torneiras que pinguem com frequência. Evitar, a todo o custo, a existência de zonas húmidas e com temperaturas frequentemente amenas. Resguardar convenientemente cisternas, reservatórios de água, lavatórios, baldes ou recipientes de limpeza (aconselha-se que fiquem sem água após a sua utilização diária).
- Tenha especial atenção a qualquer cavidade com acesso mais difícil e verifique com insistência os tectos falsos, paredes, coretes, calhas técnicas e zonas por trás de estruturas fixas onde não é habitual haver movimento.
- Mantenha os contactos com o exterior sempre fechados: as saídas de emergência são um ótimo ponto de entrada de pragas para o interior do edifício, também o são os poços dos elevadores - onde é normal o depósito de muita sujidade e por vezes alguns restos de ventiladores, respiradouros e condutas.
- Tenha especial atenção a qualquer arbusto ou erva que tenha crescido junto às paredes dos edifícios e que possam ser um local de esconderijo ou de acesso das pragas ao interior das instalações.
- Inspecione frequentemente os locais de armazenagem. Qualquer pequena desarrumação e sujidade potenciam o desenvolvimento de pragas. Recomenda-se a armazenagem de produtos e materiais a uma distância nunca inferior a cerca de 30cm das paredes e colunas, assim como cerca de 20 cm de distância do chão. Estas cautelas permitirão uma melhor higienização e uma atuação dos trabalhos técnicos de desinfestação com melhores resultados.
- Inspecione, no ato de receção, todas as mercadorias dos seus fornecedores e, se houver suspeitas de pragas, coloque as paletes e a mercadoria em local separado para evitar contaminação dos stocks já existentes. Estas cautelas permitirão uma melhor higienização e uma atuação dos trabalhos técnicos de desinfestação com melhores resultados.
- Mantenha as zonas de armazenagem com temperaturas frescas. As baixas temperaturas diminuem a sobrevivência das pragas. Simultaneamente, faça uma rotação de stocks através do método PEPS (Primeiro a Sair Primeiro a Entrar) que impeça que um foco de pragas permaneça desconhecido e imutável durante muito tempo.
- Maquinaria, estruturas de máquinas e equipamentos devem ter uma altura de cerca de 25cm acima do piso para melhorar e incentivar a limpeza daquelas áreas, evitando mercadorias e/ou alimentos espalhados pelo chão ou debaixo daqueles equipamentos. A sua mobilidade facilita, substancialmente, a limpeza de zonas de acesso mais difícil.
- Aconselha-se especial atenção ao tratamento dado aos lixos provenientes da produção e transformação de produtos. O local de armazenagem de lixo deve estar afastado das principais áreas de laboração, não sendo de modo algum desejável a acumulação de lixo fora de contentores ou recipientes para este fim. A remoção frequente de lixos (seria desejável mais que uma vez por dia) contribui para uma higiene que contraria o aparecimento e sobrevivência das pragas.
- Recomenda-se a utilização dos métodos habituais de recolha de lixo como forma de minimizar os odores desagradáveis.
- É fundamental que, tanto os fornecedores como instalações e áreas de terreno adjacentes, garantam um mesmo nível de higiene e Desinfestação, pois a falta destes, pode comprometer todos os cuidados de higiene e Desinfestação utilizados nas instalações.
- Recomenda-se que as áreas com pouco movimento, se absolutamente necessárias, servindo de local de arrumação de equipamentos antigos já sem uso: oficinas, arquivos históricos e ficheiros antigos sem consulta, sejam alvo de especial incidência das intervenções técnicas de desinfestação.
- Tanto quanto possível, devem ser criadas zonas de receção de embalagens e materiais com uma evidente barreira física – zonas ou espaços de salas de área mais confinada que, habitualmente por definição, se apelidam de “zonas sujas” – que impeçam um livre acesso de qualquer praga a espaços já desinfestados.
- Tanto quanto possível, deve-se evitar que qualquer tipo de embalagem esteja muito tempo em depósito, sem qualquer movimento, quanto mais não seja, por absoluta necessidade de limpeza de espaços e superfícies.
- Tanto quanto possível, aferir periodicamente se há qualquer evidência da existência de pragas de em espaços adjacentes aos já desinfestados, ou no interior dos mesmos.
- Estas medidas são válidas para a presente data sendo possível apresentar sugestões adicionais em conformidade com a evolução das próprias instalações, áreas adjacentes e/ou condições de higiene, implementando outros tipos de atuação, logo que sejam julgadas oportunas.